Comentários feitos por especialistas brasileiros da PMK Fundraising e Supporter's Club - www.pmk.com.br

Mídia Social: Devo Pensar Nisso em Minha Estratégia de Fundraising?


Você pensa em "atacar" as mídias sociais este ano, em sua estratégia de fundraising? 

Aqui estão 10 estatísticas interessantes sobre mídias sociais que podem ajudar você a decidir como gastar o seu tempo. 

- 73% dos adultos americanos online agora usam sites de redes sociais. Fonte: Pew Tweet este

- Cerca de um terço da população do mundo está agora online. Fonte: We Are Sociais Tweet este . 

- 68% dos usuários de Instagram são mulheres. Fonte: Business Insider Tweet este.

- 50% dos comunicadores sem fins lucrativos rotulam as mídias sociais como uma "muito importante" ferramenta de comunicação. Fonte: Guia de Marketing Nonprofit Tweet este

- Tweets com imagens recebem 18% mais cliques e 150% mais retweets. Fonte: Tampão Tweet este

- 71% dos norte-americanos adultos on-line são agora os usuários do Facebook. Fonte: Pew Tweet este

55% que se envolveram com causas através das mídias sociais se sentem motivados a ajudar novas iniciativas. Fonte: Waggener Edstrom Tweet este 

- Nos EUA, os usuários gastam 114 bilhões de minutos por mês no Facebook. Fonte: Business Insider Tweet este

- 70% do tráfego do YouTube vem de fora os EUA. Fonte: 9Clouds Tweet este

- 40% dos usuários do Facebook pesquisados ​​dizem que fazem login para a rede social várias vezes por dia. Fonte: Pew Tweet este 


Então? 

Precisa de alguma ajuda para pensar em como aproveitar a mídia social para a estratégia de levantamento de fundos para sua organização?  

Comece por aqui.


6 Erros Que Você Deve Evitar na Comunicação com seus Colaboradores


Isso acontece nos Estados Unidos, mas... eu conheço esse problema de perto aqui no Brasil.

De acordo com a "Association of Fundraising Professionals", em média, para cada 100 doadores que uma organização conquista, 105 sairam...

Não é exatamente a taxa de crescimento que as instituições querem, não é?

Uma das melhores maneiras de melhorar a sua taxa de churn (retenção) é melhorar suas comunicações com os doadores. 

Vou tratar aqui dos 6 piores erros de comunicação com doadores, e algumas dicas de como evitá-los.

1. O "One and Done".

Infelizmente para alguns doadores, a única "comunicação" que recebem das organizações que auxiliam é um recibo de doação. Outros podem receber uma boa carta de agradecimento, mas não muito mais. 

Como evitar: planeje uma série de comunicações permanentes com os seus doadores. Além de seu boletim de notícias, forneça atualizações trimestrais para os doadores sobre o impacto dos seus donativos, e mostre o que acontece com a ajuda deles.


2. O "eu eu eu" ou ainda o "nós nós nós"

Algumas causas sofrem de narcisismo sem fins lucrativos. Escrevem bem, contam histórias, relatos, etc, mas... sobre si mesmas...

Eles esquecem de um ingrediente-chave da boa comunicação: o doador. 

Pessoas que apoiam o seu trabalho também querem se sentir como parte de sua equipe. 

Como evitar: em vez de falar apenas sobre o trabalho que você está fazendo, reformular as suas comunicações para sublinhar como o doador está participando efetivamente daquele trabalho.

Use a palavra "você" mais do que "nós", e destaque o trabalho de doadores e voluntários individuais, conte essas histórias de vida. 


3. O "Record Broken" 

Com demasiada frequência, vejo organizações que compartilham as mesmas atualizações mais e mais. Então "quebram o record" em cada comunicação. 

Isso é ótimo... se você quiser aborrecer os doadores. 

Em geral fala-se das mesmas coisas, apenas atualizando números. E o doador a horas tantas se pergunta: "mas eles não estão fazendo nada de novo?"

Como evitar: um calendário editorial pode ajudar você a melhorar suas comunicações com doadores. Crie uma lista de histórias, eventos, anúncios, e temas sazonais que são relevantes para a sua causa e para seus doadores. 

Falta de idéias do que contar? 

Converse com seus doadores, com seus voluntários. Principalmente no momento em que eles ingressam em sua Causa, e descubra quais são as expectativas deles. Evite reuniões de diretoria - com excesso de narcisismo - para definir sua comunicação. Isso é coisa de gente especializada.

4. Criatividade contra Prolixidade

Você compartilha informações demais? 

Suas mensagens são como paredes sólidas de texto, com dados, informações, estatísticas e comentários repetitivos? Você deixa seu doador com a impressão de que não respeita o pouco tempo de que eles dispõem?

Como evitar: na maioria dos casos, as pessoas "scaneiam", mais do lêem.

Isto significa que, texto curto pode funcionar melhor, especialmente online. (Cuidado, é preciso antes testar, em alguns casos o texto longo é melhor; tudo depende da capacidade de atração do texto).

Use uma estratégia de "provocação e link" em seus e-mails, se você tem mais histórias para compartilhar. 

Antes de publicar suas mensagens, procure lê-las na perspectiva do doador. Veja se você não está usando jargões e termos técnicos que vai deixá-lo coçando a cabeça para entender.


5. O "Desconectado" 

Você já se sentiu como se estivesse falando, mas ninguém parece estar ouvindo? 

Na maioria das vezes, isso é porque você não está se comunicando de uma forma que reflete o que o seu doador quer ouvir. 

Isso geralmente acontece quando as organizações não estão em sincronia com o porquê de seus doadores colaborarem. 

Como evitar: converse com seus doadores para entender por que eles se preocupam com o problema e que os levou a doar. Peça feedback sobre as suas comunicações e deixe seus doadores dizerem de que forma gostariam de ouvir você. 

Tente segmentar seus doadores, analise como eles chegaram a sua organização, o seu nível de doação, ou os programas específicos que apoiam. Em seguida, comunique-se com eles com base nesses parâmetros para tornar a sua mensagem mais relevante. 


6. O "Show Me the Money" 

Você sabe aquele parente que nunca chama, exceto quando ele precisa de algo de você? 

Não seja esse sujeito.

Quando os doadores só ouvir falar de você quando você tem um apelo, eles podem começar a se perguntar o que aconteceu com o dinheiro que já lhe deu. 

Como evitar: implementar uma régua de comunicação que dose bem essa questão.  Envie um certo número de mensagens de cultivo ou de atualização um pouco antes de enviar um novo apelo.

Não sabe por onde começar? Clique aqui.



Você comete algum desses erros? 
Comente abaixo e compartilhe conosco suas idéias.

O segredo de Retenção do Colaborador: Gratidão + Boa Comunicação


Se a sua organização é como a maioria das organizações sem fins lucrativos, você certamente concentra seus esforços de captação de recursos na aquisição de novos doadores. 

Tudo bem. Afinal os doadores são a seiva da sua organização, e eles precisam ser motivados a cada ano para apoiar o seu bom trabalho.

O pequeno segredo que pouca gente sabe é apenas 27% dos doadores em um determinado ano dará novamente no próximo ano. 

Assim, 73% dos seus doadores, duramente conquistados num ano, vai deixá-lo no próximo. 

O que isso equivale a em números reais? 

Se você tem uma taxa de atrito nessa média de 27%, significa que apenas 19 dos 1.000 doadores que você conquistou permanecerá com sua causa após três anos. 

Então:

1o. ano - 1.000 doadores, com um valor médio de 30,00 = 30.000,00.

2o. ano - 27% de retenção, 270 doadores x 30,00 = 8.100,00.

3o. ano - apenas 73 doadores x 30,00 = 2.190,00.

4o. ano - 19 doadores x 30,00 = 570,00

Ou seja, em 4 anos, esse grupo de doadores, terá doado um total de 40.860,00.

Então, quando planejar seu investimento em aquisição de novos doadores, faça essa conta. Inclua todos os gastos que você terá e os benefícios que receberá.

Você vai descobrir que o custo de aquisição é caro!

Ele é de cinco a seis vezes o custo para reter um doador existente.

Portanto, pense bem, estrategicamente, num programa poderoso de retenção

No cálculo acima, basta aumentar a retenção do primeiro ano de 27% para 50% e você terá um aumento de 38% ou mais no resultado de 3 anos. Com um custo muito inferior.

Vejamos:

1o. ano - 1.000 doadores, com um valor médio de 30,00 = 30.000,00.

2o. ano - 50% de retenção, 500 doadores x 30,00 = 15.000,00.

3o. ano - 250 doadores x 30,00 = 7.500,00.

4o. ano - 125 doadores x 30,00 = 3.750,00

Ou seja, um total de 56.250,00.

Mas veja que interessante: no 4o. ano você terá 6,6 vezes mais doadores. Pense isso agora em grande escala, com 10.000 doadores, 50.000, 100.000...

Como se faz uma retenção eficaz?

Dê amor para receber amor. 

Há apenas uma maneira de manter mais doadores envolvidos com a sua organização: gratidão de verdade combinada com uma boa comunicação.

Escreva cartas, e-mails, conte histórias, mostre para ele o que foi feito com sua doação e o quanto você é grato por isso. Como são gratos aqueles que foram beneficiados.

Mostre a ele que, doando, está sendo um verdadeiro voluntário. Mesmo que ele não tenha tempo para doar seu tempo, ele está fazendo a diferença na vida de alguém. Que sua doação, seja ela grande ou pequena, faz essa diferença.

Veja no vídeo abaixo um bom exemplo dessa comunicação:



Este Filme do GRAAC foi premiado. Merecidamente, mas...


Será que ele rendeu muitas doações ao GRAAC? 

Ou atuou mais no sentido de reforçar a imagem (que já é forte do GRAAC).

Espero que tenha rendido boas doações, pois eles precisam e eles merecem. 

Veja o que você acha.