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5 perguntas que você deve fazer ao contratar sua agência de marketing digital

Pague as agências pela concorrência. Isso mesmo, ponha a mão no bolso e pague por um trabalho altamente valioso que você terá em suas mãos. Você trabalha de graça? Não, né?


Publiquei este texto originalmente no site Innovation Insider, da IBM. É um questionário curto, objetivo e (eu acho) eficaz para gestores de marketing. 

Mas antes, três premissas.

1. Defina para você mesmo o que é marketing digital e o que espera que a agência que vai contratar faça por você e por sua marca. 

Se você não sabe para onde quer ir, qualquer caminho serve. Qualquer agência também, certo?

2. Nunca chame mais do que 4 agências para uma concorrência. 

Se você chamar mais de 4, tenha certeza de duas coisas: você não tem a menor ideia do que quer e foi extremamente preguiçoso em fazer uma primeira peneira de mercado para achar aquelas poucas agências que, de fato, vão poder ajuda-lo em seus desafios de marketing digital. 

Além do que, você vai ter tantas alternativas muitas vezes conflitantes diante de você para escolher que, muito possivelmente, vai acabar escolhendo errado.

3. Pague as agências pela concorrência. 

Isso mesmo, ponha a mão no bolso e pague por um trabalho altamente valioso que você terá em suas mãos. 

Você trabalha de graça? Não, né? Porque as agências deveriam? 

Correr o risco de ganhar sua conta? Jura? Legal você, né? E as que não forem escolhidas? Pagar pela concorrência é uma prática que deveria ser padrão de mercado. 

É também uma prática que vai fazer sua companhia mais respeitada na indústria e tem potencial de gerar trabalhos de fato mais engajados com seus objetivos.


Agora vamos às questões:


1. O que é marketing digital para sua agência?

Você vai se surpreender com a variedade de respostas que as agências de marketing digital serão capazes de dar. Isso porque marketing digital não é uma ciência exata e seu escopo de abrangência se amplia e alastra a cada dia. 

Há um sem número de disciplinas e estratégias possíveis de serem incorporadas nessa definição e as agências com as quais você conversar terão feito elas mesmas suas escolhas prévias, aquelas nas quais acreditam de fato. 

Se você fez como sugerido aqui sua lição de casa e sabe o que quer de uma agência de marketing digital, as respostas servirão efetivamente para separar o joio do trigo.


2. Quais as ferramentas e plataformas tecnológicas você tem dentro de casa e quais as de mercado que você administra com excelência?

De novo, há um infinito de ferramentas e plataformas lá fora. Como você certamente já se informou sobre elas antes, deve saber aquelas que precisa. Se não sabe e está escolhendo a agência exatamente para ajudá-lo nessa decisão, tudo bem. 

É um pecado seu, sim, mas não capital. 

Essa não é de fato uma decisão simples e sua nova agência pode ajuda-lo nisso. Mas fazer a pergunta acima vai ajudá-lo a identificar respostas reveladoras, informativas e até a criar parâmetros para comparar as opções que você tem a sua frente. 

Faça essa pergunta, você não vai se arrepender. 

E vai aprender muito com as respostas. 
E tudo isso vai contribuir para uma maior precisão da sua decisão.


3. Quais critérios sua agência usa para administrar as verbas dos seus clientes?

Essa é vital. 

Fazer essa pergunta obriga as agências a expor algumas verdades, mesmo que elas durante a apresentação exponham apenas um lado cor-de-rosa e ideal de gestão das verbas de seus clientes. 

Ao terem que responder uma questão que pode parecer tão básica e que permite respostas clássicas como…

...“administro a verba do meu cliente como se fosse minha e alinho sua aplicação aos seus objetivos estratégicos”, coisas vagas assim, você, olhando no olho da agência nesse momento, poderá conseguir enxergar o que elas não estão dizendo. 

Aliás, preste mais atenção no que elas não estão dizendo do que no que elas de fato dizem. Todas vão querer mostrar seu melhor perfil de cumplicidade e as respostas tenderão a ser padrão. Muito parecidas em propósito. 

É aí que você dá chance para aparecer aquela que fuja da média, que exponha verdades fora da caixa e abra sua personalidade real. 

Essa pode ser sua agência.


4. Peça para que a agência mostre trabalhos de marketing digital que considere de fato muito bons: só que de outras agências.

Cruel? Sim, cruel. 

Nenhuma agência jamais faria isso, em hipótese alguma. 

Então você coloca essa como uma condição mandatória de participação. As que não concordarem com esse pedido, não precisam participar. 

As que participarem, no entanto, terão já um ponto a seu favor: admitir que há trabalhos legais feitos por outras agências e que elas não são (porque nenhuma agência é) donas de todas as verdades. Esse é um exercício de humildade, por um lado. 

Por outro, expõe o que de fato as agências acreditam ser o maior grau de excelência do mercado. Expõe seus parâmetros. 

As escolhas que cada agência fará são uma grande revelação sobre o que ela de fato pensa e considera como de alto valor. 

Excelente indicador para sua escolha.


5. Ok, ok … agora mostre seus melhores trabalhos e a forma como sua agência opera. Essa é uma questão obviamente básica e não vou me deter nela.

É a oportunidade da agência mostrar sua equipe, sua operação, seus trabalhos, etc. 

Normalmente, as concorrências ficam apenas nessa questão e nivelam as alternativas de escolha ao básicão. Isso precisa acontecer, óbvio, mas é altamente limitante. 

Tirar as agências de sua zona de conforto é vital para uma escolha mais rica, mais inteligente, mais criativa e mais assertiva.

Para finalizar, tenha em mente o seguinte: acertar ou errar em marketing digital não é tarefa exclusiva da sua agência. Diria até que é prioritariamente sua. 

Então não seja mané e faça sua parte da lição: aprimore seus conhecimentos de marketing digital, ou a chance de você escolher errado sua agência será sempre bem próxima de 100%.

*  *  * 

Fonte:
http://www.proxxima.com.br/home/proxxima/blog-do-pyr/2017/07/13/5-perguntas-que-voce-deve-fazer-ao-contratar-sua-agencia-de-marketing-digital.html



A Fábula dos Porcos Assados



Lendo o blog do meu amigo Prof. Marcos Cintra vi reproduzido um texto anônimo que se intitula "A Fábula dos Porcos Assados".

O Professor usava esse texto para mostrar como é difícil mudar um estado de coisas depois que ele é muito complicado e burocratizado, como é nosso sistema fiscal e arrecadatório de impostos.

Mas eu me lembrei de outra coisa: das visitas que faço a Instituições que precisam levantar fundos, montar um serviço profissional de alta performance para fazer face às suas crescentes necessidades.

Em geral tudo acontece em dois contatos: 

1) o gerente encarregado do departamento de captação recebe uma missão quase impossível e entra em contato com a PMK. Um consultor nosso vai lá, ouve tudo, estuda a situação, faz um diagnóstico e mandamos uma proposta de trabalho.

2) Ai vem o segundo contato: desanimado, o encarregado de captação nos chama e diz "sabe, a diretoria achou que vai ser complicado, vai demorar, precisamos de resultados mais rápidos"...  
E muitos que visitei há 2 anos atrás ainda estão buscando essa solução milagrosa que já poderia ter acontecido nesses dois anos.

Então, leia a "A Fábula dos Porcos Assados", pois ela lhe fará entender muitas coisas.


*   *   *

A Fábula dos Porcos Assados 

Uma das possíveis variações de uma velha história sobre a origem do assado é a seguinte: 

Certa vez, aconteceu um incêndio num bosque onde havia alguns porcos, que foram assados pelo fogo. 

Os homens, acostumados a comer carne crua, experimentaram e acharam deliciosa a carne assada. 

A partir daí, toda vez que queriam comer porco assado, incendiavam um bosque... até que descobriram um novo método. 

Mas o que quero contar é o que aconteceu quando tentaram mudar o SISTEMA para implantar um novo. 

Fazia tempo que as coisas não iam lá muito bem: às vezes os animais ficavam queimados demais ou parcialmente crus. 

O processo preocupava muito a todos, porque se o SISTEMA falhava, as perdas ocasionadas eram muito grandes - milhões eram os que se alimentavam de carne assada e também milhões os que se ocupavam com a tarefa de assá-los. Portanto, o SISTEMA simplesmente não podia falhar. 

Mas, curiosamente, quando mais crescia a escala do processo, tanto mais parecia falhar e tanto maiores eram as perdas causadas. 

Em razão das inúmeras deficiências, aumentavam as queixas. 

Já era um clamor geral a necessidade de reformar profundamente o SISTEMA. 

Congressos, seminários, conferências passaram a ser realizados anualmente para buscar uma solução. Mas parece que não acertavam o melhoramento do mecanismo. 

Assim, no ano seguinte repetiam-se os congressos, seminários, conferências. As causas do fracasso do SISTEMA, segundo os especialistas, eram atribuídas à indisciplina dos porcos, que não permaneciam onde deveriam, ou à inconstante natureza do fogo, tão difícil de controlar, ou ainda às árvores, excessivamente verdes, ou à umidade da terra, ou ao serviço de informações meteorológicas, que não acertava o lugar, o momento e a quantidade das chuvas... 

As causas eram, como se vê, difíceis de determinar - na verdade, o sistema para assar porcos era muito complexo. 

Fora montada uma grande estrutura: maquinário diversificado; indivíduos dedicados exclusivamente a acender o fogo - incendiadores que eram também especializados (incendiadores da Zona Norte, da Zona Oeste, etc., incendiadores noturnos e diurnos - com especialização e matutino e vespertino - incendiador de verão, de inverno, etc.). Havia especialista também em ventos - os anemotécnicos. 

Havia um Diretor Geral de Assamento e Alimentação Assada, um Diretor de Técnicas Ígneas (com seu Conselho Geral de Assessores), um Administrador Geral de Reflorestamento, uma Comissão de Treinamento Profissional em Porcologia, um Instituto Superior de Cultura e Técnicas Alimentícias (ISCUTA) e o Bureau Orientador de Reforma Igneooperativas. 

Havia sido projetada e encontrava-se em plena atividade a formação de bosques e selvas, de acordo com as mais recentes técnicas de implantação - utilizando-se regiões de baixa umidade e onde os ventos não soprariam mais que três horas seguidas. 

Eram milhões de pessoas trabalhando na preparação dos bosques, que logo seriam incendiados. Havia especialistas estrangeiros estudando a importação das melhores árvores e sementes, fogo mais potente, etc. 

Havia grandes instalações para manter os porcos antes do incêndio, além de mecanismos para deixá-los sair apenas no momento oportuno. 

Foram formados professores especializados na construção dessas instalações. Pesquisadores trabalhavam para as universidades que formavam os professores treinados na construção das instalações para porcos; fundações apoiavam os pesquisadores que trabalhavam para as universidades que preparavam os professores especializados na construção das instalações para porcos, etc. 

As soluções que os congressos sugeriam eram, por exemplo, aplicar triangularmente o fogo depois de atingida determinada velocidade do vento, soltar os porcos 15 minutos antes que o incêndio médio da floresta atingisse 47 graus, posicionar ventiladores-gigantes em direção oposta à do vento, de forma a direcionar o fogo, etc. 

Não é preciso dizer que os especialistas não estavam de acordo entre si, e que cada um embasava suas idéias em dados e pesquisas específicos. 

Um dia, um incendiador categoria AB/SODM-VCH (ou seja, um acendedor de bosques especializado em sudoeste diurno, matutino, com bacharelado em verão chuvoso), chamado João Bom-Senso, resolveu dizer que o problema era muito fácil de ser resolvido - bastava, primeiramente, matar o porco escolhido, limpando e cortando adequadamente o animal, colocando-o então sobre uma armação metálica sobre brasas, até que o efeito do calor - e não as chamas - assasse a carne. 

Tendo sido informado sobre as idéias do funcionário, o Diretor Geral de Assamento mandou chamá-lo ao seu gabinete, e depois de ouví-lo pacientemente, disse-lhe: 

- Tudo o que o senhor disse está muito bem, mas não funciona na prática. O que o senhor faria, por exemplo, com os anemotécnicos, caso viéssemos a aplicar a sua teoria? Onde seria empregado todo o conhecimento dos acendedores de diversas especialidades? 

- Não sei - disse João. 

- E os especialistas em sementes? Em árvores importadas? E os desenhistas de instalações para porcos, com suas máquinas purificadores automáticas de ar? 

- Não sei. 

- E os anemotécnicos que levaram anos especializando-se no exterior, e cuja formação custou tanto dinheiro ao país? Vou mandá-los limpar porquinhos? E os conferencistas e estudiosos, que ano após ano têm trabalhado no Programa de Reforma e Melhoramentos? Que faço com eles, se a sua solução resolver tudo? Heim? 

- Não sei - repetiu João encabulado. 

- O senhor percebe agora que a sua idéia não vem ao encontro daquilo de que necessitamos? O senhor não vê, que , se tudo fosse tão simples, nossos especialistas já teriam encontrado a solução há muito tempo atrás? O senhor com certeza compreende que eu não posso simplesmente convocar os anemotécnicos e dizer-lhes que tudo se resume a utilizar brasinhas, sem chamas! O que o senhor espera que eu faça com os quilômetros e quilômetros de bosques já preparados, cujas árvores não dão frutos e nem têm folhas para dar sombra? Vamos, diga-me. 

- Não sei, não senhor. 

- Diga-me, nossos três engenheiros em Porcopirotecnia, o senhor não considera que sejam personalidades científicas do mais extraordinário valor? 

- Sim, parece que sim. 

- Pois então. O simples fato de possuirmos valiosos engenheiros em Porcopirotecnia indica que nosso sistema é muito bom. O que eu faria com indivíduos tão importantes para o país? 

- Não sei. 

- Viu? O senhor tem que trazer soluções para certos problemas específicos - por exemplo, como melhorar as anemotécnicas atualmente utilizadas, como obter mais rapidamente acendedores de Oeste (nossa maior carência), como construir instalações para porcos com mais de sete andares. Temos que melhorar o sistema, e não transformá-lo radicalmente, o senhor, entende? Ao senhor, falta-lhe sensatez! 

- Realmente, eu estou perplexo! - respondeu João. 

- Bem, agora que o senhor conhece as dimensões do problema, não saia dizendo por aí que pode resolver tudo. O problema é bem mais sério e complexo do que o senhor imagina. Agora, entre nós, devo recomendar-lhe que não insista nessa sua idéia - isso poderia trazer problemas para o senhor no seu cargo. Não por mim, o senhor entende. Eu falo isso para o seu próprio bem, porque eu o compreendo, entendo perfeitamente o seu posicionamento, mas o senhor sabe que pode encontrar outro superior menos compreensivo, não é mesmo? 

João Bom-Senso, coitado, não falou mais um A. 

Sem despedir-se, meio atordoado, meio assustado com a sua sensação de estar caminhando de cabeça para baixo, saiu de fininho e ninguém nunca mais o viu. 

Por isso é que até hoje se diz, quando há reuniões de Reforma e Melhoramentos, que falta o Bom-Senso. 


Autor desconhecido


*   *   *

O texto original deste trabalho, em espanhol, circulou entre os alunos do curso de pós-graduação da Universidade de Piracicaba em 1981. 

A sutileza com que o autor satiriza um dos problemas de nossos tempos fez com que imediatamente o texto chamasse a atenção de alunos e professores, convertendo-se em tema de conversas e debates. 

Eu apliquei para minhas reuniões com Instituições que precisam levantar fundos mas não querem enxergar outras possibilidades, mas cada um pode aplicar para sí, como quiser, por exemplo para as dificuldades com mudanças, saída de zona de conforto, etc.

O Princípio de Pareto. Isso Pode Mudar Tudo na sua Organização


Também conhecido como princípio 80-20, o Princípio de Pareto, afirma que para muitos fenômenos, 80% das consequências advêm de 20% das causas. 

O princípio foi sugerido por Joseph M. Juran, que deu o nome em honra ao economista italiano Vilfredo Pareto.

O que isso tem a ver com Fundraising? 

Calma. 

Vamos primeiro entendê-lo bem, através de alguns exemplos:

- Uma livraria não pode ter todos os títulos do mercado, portanto ela aplica a regra de Pareto e foca em 20% dos títulos que geram 80% da receita. 

- Em vendas comissionadas, 20% dos vendedores ganharão mais de 80% das comissões. 

- Estudos mostram que 20% dos clientes respondem por mais de 80% dos lucros de qualquer negócio. 

- Menos de 20% das celebridades dominam mais de 80% da mídia, enquanto mais de 80% dos livros mais vendidos são de 20% dos autores. 

- Mais de 80% das descobertas científicas são realizadas por 20% dos cientistas. Em cada época, são uns poucos especialistas celebres que fazem a maioria delas. 

Entenda que o Princípio de Pareto ficou conhecido por esta relação 80/20 que mostra uma relação muito desproporcional, entre causa e efeito, mas com frequência existem quadros muito mais extremos, por exemplo: os americanos representam menos de 5% da população mundial, mas consomem 50% da cocaína do planeta. 

Ou seja, embora seja chamado de principio dos 80/20, ele pode ser 50/5, 90/10, ou o que for.

E agora, aplicando para Fundraising:

1. Você já sabe como é o perfil de sua carteira de doadores? Pode ser que você esteja fazendo um esforço de comunicação com aqueles 80% que doam apenas 20% das entradas e esquecendo de tratar com prioridade os 20% de doadores que colaboram com 80% do valor das entradas.

2. E como vai a gestão do seu tempo em relação à Missão de sua entidade? É provável que você gaste 80% do seu tempo cuidando de coisas que nada têm a ver com com ela e apenas 20% do seu tempo focado naquilo que sua entidade deve realmente fazer.

3. E os projetos em que você decide colocar todo seu esforço? São aqueles que rendem 80% de resultado ou aqueles que dão 20% de resultado e 80% de trabalho?

4. Será que você não está gastando 80% do seu tempo pensando em levantamento de fundos, em pagar contas, quando poderia contar com uma agência terceirizada que pensasse 100% nisso por você?

Pense sempre nisso. 

Calcule sempre essa proporção. 

Em tudo na sua vida. 

E você vai se assustar como seu tempo é mal gerido e o seu foco também.

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