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Portuguesa de Desportos: a agonia de um clube tradicional e cheio de torcedores


Vejam, na notícia abaixo, publicada no site da revista Época, o que acontece com um clube tradicional, como a Portuguesa de Desportos, que tem uma torcida super expressiva e fiel, quando... descuidou da parte financeira e não implantou um bom Programa de Sócio Torcedor. 

Ainda está em tempo Portuguesa, procure a PMK.

ESPORTE


Pressionada por leilão, Portuguesa estuda alugar parte de terreno do Canindé


Clube conversa com três companhias do ramo imobiliário e tem até novembro para montar proposta

RODRIGO CAPELO
08/09/2015 - 13h18 - Atualizado 08/09/2015 15h18
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Portuguesa (Foto: Divulgação)
A Portuguesa estuda como tornar o Canindé em um estádio rentável. Conversa, atualmente, com três empresas: uma incorporadora, um grupo de investidores e uma consultoria. Jorge Manuel Gonçalves, presidente do clube, quer ceder parte do terreno para empreendimentos como hotéis, prédios comerciais e residenciais ou centros de convenções, de modo que receitas além do futebol, permanentes, sejam criadas para sustentar a operação dotime. Esta é a opção a vender o estádio ou, pior, vê-lo ser leiloado para pagamento de dívidas.

+ Além de padarias, Portuguesa terá na camisa patrocínios de restaurante, pizzaria e motel

Há prazo para encontrar a melhor opção. Em maio, a Justiça do Trabalho negou recurso da Portuguesa e manteve a decisão de leiloar parte do terreno do Canindé para o pagamento de dívidas. São oito processo que, juntos, somam R$ 47,325 milhões. Gonçalves quer montar um plano factível do que fazer com o estádio para mostrar aos juízes e tentar cancelar a venda. O leilão ainda não tem data para acontecer, mas o dirigente acredita que precisa concluir todas as negociações até o mês de novembro para convencer a Justiça. “Preciso correr”, diz ele.

+ Como as padarias (e um ex-dirigente do Corinthians) querem salvar a Portuguesa

Em queda livre desde que escalou equivocadamente o meia Héverton e perdeu pontos no STJD, em 2013, a Portuguesa sofreu dois rebaixamentos seguidos e hoje joga a Série C. As finanças despencaram junto. No ano passado, o clube arrecadou R$ 17,1 milhões, contra R$ 38 milhões na temporada anterior. O balanço patrimonial de 2015 mostrará números ainda piores, pois o contrato de direitos de televisão gera muito pouco na Série C. Os resultados são alarmantes. Houve prejuízos de R$ 34,2 milhões em 2014 e R$ R$ 25,6 milhões em 2013.

A Fábula dos Porcos Assados



Lendo o blog do meu amigo Prof. Marcos Cintra vi reproduzido um texto anônimo que se intitula "A Fábula dos Porcos Assados".

O Professor usava esse texto para mostrar como é difícil mudar um estado de coisas depois que ele é muito complicado e burocratizado, como é nosso sistema fiscal e arrecadatório de impostos.

Mas eu me lembrei de outra coisa: das visitas que faço a Instituições que precisam levantar fundos, montar um serviço profissional de alta performance para fazer face às suas crescentes necessidades.

Em geral tudo acontece em dois contatos: 

1) o gerente encarregado do departamento de captação recebe uma missão quase impossível e entra em contato com a PMK. Um consultor nosso vai lá, ouve tudo, estuda a situação, faz um diagnóstico e mandamos uma proposta de trabalho.

2) Ai vem o segundo contato: desanimado, o encarregado de captação nos chama e diz "sabe, a diretoria achou que vai ser complicado, vai demorar, precisamos de resultados mais rápidos"...  
E muitos que visitei há 2 anos atrás ainda estão buscando essa solução milagrosa que já poderia ter acontecido nesses dois anos.

Então, leia a "A Fábula dos Porcos Assados", pois ela lhe fará entender muitas coisas.


*   *   *

A Fábula dos Porcos Assados 

Uma das possíveis variações de uma velha história sobre a origem do assado é a seguinte: 

Certa vez, aconteceu um incêndio num bosque onde havia alguns porcos, que foram assados pelo fogo. 

Os homens, acostumados a comer carne crua, experimentaram e acharam deliciosa a carne assada. 

A partir daí, toda vez que queriam comer porco assado, incendiavam um bosque... até que descobriram um novo método. 

Mas o que quero contar é o que aconteceu quando tentaram mudar o SISTEMA para implantar um novo. 

Fazia tempo que as coisas não iam lá muito bem: às vezes os animais ficavam queimados demais ou parcialmente crus. 

O processo preocupava muito a todos, porque se o SISTEMA falhava, as perdas ocasionadas eram muito grandes - milhões eram os que se alimentavam de carne assada e também milhões os que se ocupavam com a tarefa de assá-los. Portanto, o SISTEMA simplesmente não podia falhar. 

Mas, curiosamente, quando mais crescia a escala do processo, tanto mais parecia falhar e tanto maiores eram as perdas causadas. 

Em razão das inúmeras deficiências, aumentavam as queixas. 

Já era um clamor geral a necessidade de reformar profundamente o SISTEMA. 

Congressos, seminários, conferências passaram a ser realizados anualmente para buscar uma solução. Mas parece que não acertavam o melhoramento do mecanismo. 

Assim, no ano seguinte repetiam-se os congressos, seminários, conferências. As causas do fracasso do SISTEMA, segundo os especialistas, eram atribuídas à indisciplina dos porcos, que não permaneciam onde deveriam, ou à inconstante natureza do fogo, tão difícil de controlar, ou ainda às árvores, excessivamente verdes, ou à umidade da terra, ou ao serviço de informações meteorológicas, que não acertava o lugar, o momento e a quantidade das chuvas... 

As causas eram, como se vê, difíceis de determinar - na verdade, o sistema para assar porcos era muito complexo. 

Fora montada uma grande estrutura: maquinário diversificado; indivíduos dedicados exclusivamente a acender o fogo - incendiadores que eram também especializados (incendiadores da Zona Norte, da Zona Oeste, etc., incendiadores noturnos e diurnos - com especialização e matutino e vespertino - incendiador de verão, de inverno, etc.). Havia especialista também em ventos - os anemotécnicos. 

Havia um Diretor Geral de Assamento e Alimentação Assada, um Diretor de Técnicas Ígneas (com seu Conselho Geral de Assessores), um Administrador Geral de Reflorestamento, uma Comissão de Treinamento Profissional em Porcologia, um Instituto Superior de Cultura e Técnicas Alimentícias (ISCUTA) e o Bureau Orientador de Reforma Igneooperativas. 

Havia sido projetada e encontrava-se em plena atividade a formação de bosques e selvas, de acordo com as mais recentes técnicas de implantação - utilizando-se regiões de baixa umidade e onde os ventos não soprariam mais que três horas seguidas. 

Eram milhões de pessoas trabalhando na preparação dos bosques, que logo seriam incendiados. Havia especialistas estrangeiros estudando a importação das melhores árvores e sementes, fogo mais potente, etc. 

Havia grandes instalações para manter os porcos antes do incêndio, além de mecanismos para deixá-los sair apenas no momento oportuno. 

Foram formados professores especializados na construção dessas instalações. Pesquisadores trabalhavam para as universidades que formavam os professores treinados na construção das instalações para porcos; fundações apoiavam os pesquisadores que trabalhavam para as universidades que preparavam os professores especializados na construção das instalações para porcos, etc. 

As soluções que os congressos sugeriam eram, por exemplo, aplicar triangularmente o fogo depois de atingida determinada velocidade do vento, soltar os porcos 15 minutos antes que o incêndio médio da floresta atingisse 47 graus, posicionar ventiladores-gigantes em direção oposta à do vento, de forma a direcionar o fogo, etc. 

Não é preciso dizer que os especialistas não estavam de acordo entre si, e que cada um embasava suas idéias em dados e pesquisas específicos. 

Um dia, um incendiador categoria AB/SODM-VCH (ou seja, um acendedor de bosques especializado em sudoeste diurno, matutino, com bacharelado em verão chuvoso), chamado João Bom-Senso, resolveu dizer que o problema era muito fácil de ser resolvido - bastava, primeiramente, matar o porco escolhido, limpando e cortando adequadamente o animal, colocando-o então sobre uma armação metálica sobre brasas, até que o efeito do calor - e não as chamas - assasse a carne. 

Tendo sido informado sobre as idéias do funcionário, o Diretor Geral de Assamento mandou chamá-lo ao seu gabinete, e depois de ouví-lo pacientemente, disse-lhe: 

- Tudo o que o senhor disse está muito bem, mas não funciona na prática. O que o senhor faria, por exemplo, com os anemotécnicos, caso viéssemos a aplicar a sua teoria? Onde seria empregado todo o conhecimento dos acendedores de diversas especialidades? 

- Não sei - disse João. 

- E os especialistas em sementes? Em árvores importadas? E os desenhistas de instalações para porcos, com suas máquinas purificadores automáticas de ar? 

- Não sei. 

- E os anemotécnicos que levaram anos especializando-se no exterior, e cuja formação custou tanto dinheiro ao país? Vou mandá-los limpar porquinhos? E os conferencistas e estudiosos, que ano após ano têm trabalhado no Programa de Reforma e Melhoramentos? Que faço com eles, se a sua solução resolver tudo? Heim? 

- Não sei - repetiu João encabulado. 

- O senhor percebe agora que a sua idéia não vem ao encontro daquilo de que necessitamos? O senhor não vê, que , se tudo fosse tão simples, nossos especialistas já teriam encontrado a solução há muito tempo atrás? O senhor com certeza compreende que eu não posso simplesmente convocar os anemotécnicos e dizer-lhes que tudo se resume a utilizar brasinhas, sem chamas! O que o senhor espera que eu faça com os quilômetros e quilômetros de bosques já preparados, cujas árvores não dão frutos e nem têm folhas para dar sombra? Vamos, diga-me. 

- Não sei, não senhor. 

- Diga-me, nossos três engenheiros em Porcopirotecnia, o senhor não considera que sejam personalidades científicas do mais extraordinário valor? 

- Sim, parece que sim. 

- Pois então. O simples fato de possuirmos valiosos engenheiros em Porcopirotecnia indica que nosso sistema é muito bom. O que eu faria com indivíduos tão importantes para o país? 

- Não sei. 

- Viu? O senhor tem que trazer soluções para certos problemas específicos - por exemplo, como melhorar as anemotécnicas atualmente utilizadas, como obter mais rapidamente acendedores de Oeste (nossa maior carência), como construir instalações para porcos com mais de sete andares. Temos que melhorar o sistema, e não transformá-lo radicalmente, o senhor, entende? Ao senhor, falta-lhe sensatez! 

- Realmente, eu estou perplexo! - respondeu João. 

- Bem, agora que o senhor conhece as dimensões do problema, não saia dizendo por aí que pode resolver tudo. O problema é bem mais sério e complexo do que o senhor imagina. Agora, entre nós, devo recomendar-lhe que não insista nessa sua idéia - isso poderia trazer problemas para o senhor no seu cargo. Não por mim, o senhor entende. Eu falo isso para o seu próprio bem, porque eu o compreendo, entendo perfeitamente o seu posicionamento, mas o senhor sabe que pode encontrar outro superior menos compreensivo, não é mesmo? 

João Bom-Senso, coitado, não falou mais um A. 

Sem despedir-se, meio atordoado, meio assustado com a sua sensação de estar caminhando de cabeça para baixo, saiu de fininho e ninguém nunca mais o viu. 

Por isso é que até hoje se diz, quando há reuniões de Reforma e Melhoramentos, que falta o Bom-Senso. 


Autor desconhecido


*   *   *

O texto original deste trabalho, em espanhol, circulou entre os alunos do curso de pós-graduação da Universidade de Piracicaba em 1981. 

A sutileza com que o autor satiriza um dos problemas de nossos tempos fez com que imediatamente o texto chamasse a atenção de alunos e professores, convertendo-se em tema de conversas e debates. 

Eu apliquei para minhas reuniões com Instituições que precisam levantar fundos mas não querem enxergar outras possibilidades, mas cada um pode aplicar para sí, como quiser, por exemplo para as dificuldades com mudanças, saída de zona de conforto, etc.

O Palmeiras tem 10,6 milhões de torcedores. E daí ?


Em notícia publicada no site da Veja, sob o título "Recorde palmeirense", lemos o seguinte (eu reproduzo e depois comento). 

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A impressionante (sic!) arrancada do programa de sócio-torcedor do Palmeiras – um dos vinte maiores do mundo – tem mais um recorde a comemorar. Hoje, o clube ultrapassou o Flamengo como o campeão de adesões em um único mês. Em janeiro, o Palmeiras bateu a marca de 19 277 novos sócios. O recorde anterior rubro-negro era de 19 247 sócios em novembro de 2013. 

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Um programa de sócio-torcedor tem tudo a ver com estratégias de Marketing Direto e é muito semelhante aos programas de Fundraising. 

Afinal, um torcedor fanático vê no seu clube uma "Causa", alguns mesmo uma "religião". 

Portanto, o apelo do clube para transformá-lo em "doador" ou até em "dizimista" é muito forte. 

Mas tudo indica que os clubes não sabem se comunicar com sua torcida. Não sabem tirar recursos desse enorme potencial.

Nessa notícia da Veja nós ficamos sabendo que um club de 10,6 milhões de torcedores (veja aqui o ranking das torcidas), conseguiu menos de 20 mil sócios e considera isso uma "arrancada". 

Poxa...

Vamos tentar interpretar isso com boa vontade.

Se o Palmeiras partiu do zero, e esse resultado foi obtido em pouquíssimo tempo, pode até ser chamado de "arrancada". Mas eu sei que não é de hoje que o Palmeiras tenta alavancar o seu programa de sócio-torcedor. 

Segundo notícia do site da ESPN, o Grêmio Osasco, que tem Vampeta na presidência e recentemente foi rebaixado à Série A-3 do Campeonato Paulista, ultrapassou neste mês a marca de 10 mil sócios-torcedores. (veja a notícia)

Qual será o potencial da torcida do Grêmio Osasco? Com certeza não será 10,6 milhões, como o Palmeiras. 

A notícia da Veja também nos diz que o Palmeiras ultrapassou o Flamengo em número de adesões!!! 

Então aí a coisa já começa a ficar grave. 

Será que o Flamengo, com 32,5 milhões de torcedores não tem um número de sócios maior que o do Palmeiras, sendo que este já é ridículo? 

Isso mostra bem o amadorismo que campeia no mundo associativo, onde uma assessoria de imprensa consegue fazer um fracasso virar "sucesso", "arrancada", "record".

A diretoria do clube lê a notícia, fica feliz... e continua sem dinheiro para pagar suas contas...

Qualquer coisa que seja menos de 100 ou 200 mil sócios é um fracasso para um clube como o Palmeiras. O Flamengo poderia pensar em 500 ou 700 mil e assim por diante.

Mas... o clubes não sabem captar sócios. 

Ou entregam essa tarefa - que exige conhecimento e profissionalismo - a amadores ou a agências que não entendem desse tipo de Comunicação... mas possuem uma boa Assessoria de Imprensa.

Para finalizar, e não dizerem que estou sendo tendencioso, querendo menosprezar o esforço do Palmeiras, a Veja de desta semana (4/2/2015) traz a seguinte notícia sobre o Juventus:


Segundo uma piada antiga, a torcida do Juventus é tão pequena que cabe dentro de uma Kombi. Em 2014, a média de público do time na disputa da Série A3 do Paulistão foi de pouco mais de 700 pessoas por partida (o estádio da Rua Javari, na Mooca, tem 5 000 lugares nas arquibancadas).
Para melhorar a marca e ajudar a bancar a folha de pagamento da equipe (3 milhões de reais por ano), a diretoria do Moleque Travesso imitou os grandes da capital e lançou no fim do ano passado um programa de sócio-torcedor com vários tipos de pacote mensal.
Até agora, cerca de 7 000 juventinos se cadastraram.

Quer saber mais sobre Programas de Sócios-torcedores? 

Leia em: www.victorysb.com.br